Dicas para o sucesso
- Sempre adquirir sementes de valor cultural mais elevado e de empresas idôneas.
- Sempre analisar os lotes de sementes adquiridos. Existem laboratórios de análises de sementes credenciados ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento que prestam esse tipo de serviço.
- Regular a plantadeira no mínimo duas vezes ao dia e sempre trabalhar com o compartimento de sementes cheio.
- Trabalhar co taxa de semeadura mais elevada para minimizar possíveis perdas sob condições climáticas adversas e para favorecer a competição da espécie desejada com o banco de sementes e solos do solo.
- As sementes devem ser cobertas com grande niveladora ou rolo compactador leve, sendo que, nesse último caso, os benefícios são ainda maiores, pois se aumenta contato das sementes com o solo e a disponibilidade de água em períodos secos. Isso ocorre porque uma leve compactação aumenta o número de microporos do solo; a água dos microporos está retida sob tensões maiores o que evita maiores perdas por ação da gravidade.
- Nunca fazer monocultura de pasto, ou seja, sempre que possível e, dentro de um correto posicionamento de espécies, promover a diversificação de pastagens de forma a buscar complementaridade entre forrageiras.
- Promover o plantio das espécies logo início do período chuvoso. Plantios mais tardios são mais arriscados, porém apresentam o benefício de disponibilizar, estrategicamente, forragem no período mais crítico da estação seca. No casso dessas formações estratégicas, sempre se recomenda aumentar a taxa de semeadura.
Principais causas de insucesso no estabelecimento de pastagens
- Baixa taxa de semeadura.
- Semeadura muito profunda.
- Não incorporação das sementes, deixando-as vulneráveis ao ataque de pragas (ex.: pássaros) e retardando o processo germinativo, dada a pouca área de contato da semente com o solo.
- Semeadura feita em solo mal preparado e com muita matéria orgânica em decomposição.
- Em solos arenosos, a temperatura das camadas superficiais pode chegar a 70ºC, o que provoca a morte instantânea do embrião de grande parte das sementes.
- Falta de uniformidade de chuvas, ou seja chuvas de “manga” são tão ou mais deletérias às sementes do que a ausência completa de chuvas.
- Ataque de pragas como formigas e cupins às plântulas.
- Ventos excessivos, principalmente em solos arenosos, pois elevam as evapotranspiração que por sua vez irá causar murcha e, em seguida morte das plântulas. Além disso, expõem as raízes das plântulas ao sol.
- Nos plantios a lanço, velocidade excessiva do trator/semeadeira pode proporcionar baixa taxa de semeadura e desuniformidade de plantio. Sob esse aspecto, ventos laterais podem diminuir o alcance da semente e promover grandes falhas.
- Sementes de má qualidade física e fisiológica.
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